O jejum das Quatro Têmporas

Foi o Papa Calisto que instituiu o jejum das têmporas, que deve ser observado quatro vezes por ano, uma em cada estação, por várias razões.

Primeira delas, a diversidade das épocas, pois a primavera é quente e úmida, o verão quente e seco, o outono frio e seco, o inverno frio e úmido. Jejuamos na primavera para temperar em nós o humor nocivo que é a luxúria; no verão para castigar o calor prejudicial que é a avareza; no outono para temperar a secura do orgulho; no inverno para atenuar o frio da infidelidade e da malícia.

Segunda razão, jejuamos quatro vezes por ano, a primeira delas em março, na primeira semana da Quaresma, para mitigar em nós os vícios, já que não podemos destruí-los inteiramente, ou melhor, para germinar em nós as virtudes. O segundo jejum ocorre no verão, na semana de Pentecostes, quando veio o Espírito Santo para o qual devemos nos preparar fervorosamente. O terceiro jejum é observado em setembro, antes da festa de São Miguel, quando se faz a colheita das frutas e devemos então entregar a Deus os frutos das boas obras. O quarto jejum vem em dezembro, quando as ervas morrem e devemos morrer para o mundo.

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São Domingos Sávio

 

Domingos Sávio nasceu perto de Turim, em Itália, no ano de 1842; estudou na aldeia e mais tarde foi um dos primeiros a ser acolhido por Dom Bosco no seu Oratório. Estes centros de santificação dos jovens eram um lugar nos arredores de Turim onde assistiam os jovens como escola do primeiro grau; orientação profissional; trabalho e tudo proporcionando o crescimento espiritual e a salvação das almas.

São Domingos Sávio era um jovem comum, mas que interiorizou tão bem a espiritualidade salesiana no seu dia a dia que a sua alegria de menino nunca desapareceu, apenas foi purificada de todo e qualquer pecado. O Santo de hoje amava demais a Eucaristia e sua mãe, Nossa Senhora. Um dos lemas por ele vivido era: “Antes morrer do que pecar!!!”

Domingos Sávio interiormente amadureceu muito com a vida e sofrimentos que enfrentou em segredo, até contrair uma grave doença e com apenas 15 anos entrar para o Céu em 1857.

Texto: Evangelho Cotidiano.

Sexta-feira, dia de penitência

Tende piedade, Senhor, pois pecamos contra Vós!

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina nestas palavras sobre o verdadeiro sentido das penitências:

Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, «o saco e a cinza», os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa atitude com sinais visíveis, gestos e obras de penitência. (Cf. Jl 2, 12-13: Is 1,16-17: Mt 6, 1-8.16-18) (CIC § 1430)

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Carta de São João da Cruz a um carmelita descalço, seu filho espiritual

Um contraste entre fé e sentidos na busca da santidade

Esta direção espiritual de São João da Cruz nos é de muita valia se, ao perseverarmos nas práticas de piedade, não sentimos nada (nem um arrepio, frio na barriga, ou êxtase sequer), ou também se, enebriados pelos sentidos, sempre estamos a sentir alguma coisa, que nos mascara a devida piedade às coisas celestes; isto é, se estamos sempre a tentar encontrar a resposta de Deus às nossas orações através de nosso mundo sensível. São João da Cruz indica-nos o verdadeiro caminho, através de uma fé cega, “vazia e desapropriada de todo bocado de apetite”. Medite esta epístola como se fosse você mesmo o destinatário. Continue Lendo “Carta de São João da Cruz a um carmelita descalço, seu filho espiritual”