O que é Apologética?

“Apologética significa nunca ter que se desculpar.”

“Apologética significa nunca ter que se desculpar.” E, se praticada corretamente, isto é realmente o que apologética quer dizer. Quantos de nós fomos perguntados numa conversa “Olha, por que vocês adoram Maria e os santos? E por que vocês não gostam de homossexuais? E quando vocês vão permitir que mulheres sejam ordenadas?” e tivemos que responder com um sorriso sem vergonha, “Me desculpa – acho que não sei te responder isso.”

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A transmissão da Revelação divina

Como a Revelação de Deus chegou até nós? Eis o que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica.

74. Deus «quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 4), quer dizer, de Cristo Jesus (37). Por isso, é preciso que Cristo seja anunciado a todos os povos e a todos os homens, e que, assim a Revelação chegue aos confins do mundo:

Deus dispôs amorosamente que permanecesse íntegro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos (38).

I. A Tradição apostólica

75. «Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma, tendo cumprido e promulgado pessoalmente o Evangelho antes prometido pelos profetas, mandou aos Apóstolos que o pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes assim os dons divinos» (39).

A PREGAÇÃO APOSTÓLICA …

76. A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor, fez-se de duas maneiras:

– oralmente, «pelos Apóstolos, que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo»;

– por escrito, «por aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação» (40). Continue Lendo “A transmissão da Revelação divina”

O Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo

Bula Transiturus de hoc mundo, do Papa Urbano IV, de 11 de agosto de 1264.

A Eucaristia como memorial de Cristo

Na instituição deste sacramento, ele disse aos Apóstolos: “Fazei isto em minha memória” (Lc 22,19), para que este excelso e venerável sacramento fosse para nós peculiar e insigne memorial do seu extraordinário amor com o qual nos amou. Admirável memorial, digo… , no qual se renovam os sinais e as maravilhas se apresentam transformadas, no qual se encontra todo deleite…, no qual conseguimos sim uma ajuda de vida e salvação. Este é o memorial … salvífico, no qual reconsideramos a grata memória da nossa redenção, no qual somo afastados do mal e revigorados no bem, e progredimos no crescimento das virtudes e das graças, no qual verdadeiramente progredimos pela presença corpórea do próprio Salvador.

De fato, as outras coisas de que fazemos memória, nós a abraçamos com o espírito e com a mente, mas não conseguimos com isto a sua real presença. Ao invés, nesta sacramental comemoração do Cristo, está presente conosco Jesus Cristo, ainda que sob outra forma, nas em <sua> própria substância. Pois quando estava para subir aos céus, disse aos Apóstolos e aos seguidores deles: “Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20), confortando os mesmos com a benigna promessa de permanecer e estar com eles também em presença corpórea.

A Eucaristia como alimento da alma

… Superando toda plenitude de generosidade, excedendo toda medida de amor, ofereceu a si mesmo em alimento. Ó singular e maravilhosa generosidade, onde o doador vem como dom, e o que é doado é totalmente idêntico ao doador! …

Ele, portanto, se deu a si mesmo em alimento a nós, para que o homem que estava em ruínas por causa da morte, pelo alimento fosse reerguido para a vida… O degustar feriu e o degustar curou. Contempla como, de onde nasceu a ferida, saiu o remédio e, de onde entrou a morte, saiu a vida. Daquele degustar, de fato, foi dito: “No dia em que comeres, de morte morrerás” (Gn 2,17); deste, ao contrário, se lê: “Se alguém tiver comido deste pão, viverá eternamente” (Jo 6,52). …

Foi também preciosa liberalidade e conveniente operação que o Verbo eterno de Deus, que é alimento e refeição da criatura racional feito carne, se oferecesse generosamente em banquete à carne e ao corpo da criatura racional, isto é, ao ser humano. … Este pão é comido, mas na verdade não é consumido; é comido, mas não mudado, porque não é de modo algum transformado naquele que come, mas, se é recebido de modo digno, aquele que o recebe é a ele amoldado.

Texto: Bula Transiturus de hoc mundo, do Papa Urbano IV, de 11 de agosto de 1264; transcrito dos nn. 846 e 847 do Compêndio dos Símbolos, definições e declarações de fé e moral, o “Denzinger”, da 3ª edição das editoras Paulinas e Loyola.
Imagens: Adam and Eve, de Jan Gossaert; e Christus mit der Eucharistie, de Juan de Juanes.