Homilia do Papa São João Paulo II na Vigília Pascal

«A pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se pedra angular» (Sl 117,22). À luz da Ressurreição de Cristo, como se manifesta em toda a sua plenitude esta verdade que canta o Salmista! Condenado a uma morte ultrajante, o Filho do homem, crucificado e ressuscitado, tornou-Se pedra angular para a vida da Igreja e de cada cristão.

«Isto se fez por obra do Senhor, e é um prodígio aos nossos olhos» (Sl 117,23). Foi o que aconteceu nesta noite santa. Puderam-no comprovar as mulheres, que «no primeiro dia da semana, logo de manhã, ainda escuro» (Jo 20,1), foram ao sepulcro para ungir os restos mortais do Senhor, mas encontraram vazio o túmulo. Ouviram a voz do anjo: «Não tenhais medo; sei que buscais a Jesus crucificado. Não está aqui, pois ressuscitou» (cf. Mt 28,5).

Cumpriram-se, assim, as palavras proféticas do Salmista: «A pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se pedra angular». Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar no limiar do terceiro milênio, porque a Páscoa de Cristo é a esperança do mundo, ontem, hoje e por todos os séculos.

Amém!

Trecho da homilia do Papa São João Paulo II na Vigília Pascal, em 3 de abril de 1999.
Leia a homilia na íntegra.

Lealdade à autoridade eclesiástica

Santo Inácio foi bispo de Antioquia, atual Síria, e morreu pouco tempo depois do ano 100. Foi ordenado bispo por São Pedro. Tendo sido sequestrado em sua diocese por soldados do Império, foi levado acorrentado até Roma, onde sofreu seu martírio pelas feras. Durante a viagem, escreveu cartas a várias comunidades cristãs. Abaixo, um trecho de sua carta aos cristãos de Esmirna.

Sigam todos ao bispo, como Jesus Cristo ao Pai; sigam ao presbitério como aos apóstolos. Acatem os diáconos, como à lei de Deus. Ninguém faça sem o bispo coisa alguma que diga respeito à Igreja. Por legítima seja tida tão-somente a Eucaristia, feita sob a presidência do bispo ou por delegado seu. Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus também nos assegura a presença da Igreja católica. Sem o bispo, não é permitido nem batizar nem celebrar o ágape. Tudo porém o que ele aprovar será também agradável a Deus, para que tudo quanto se fizer seja seguro e legítimo.

No mais, é razoável voltarmos ao bom-senso, e convertermo-nos a Deus, enquanto ainda for tempo. Bom é tomarmos conhecimento de Deus e do bispo. Quem honra o bispo será também honrado por Deus; quem faz algo às ocultas do bispo presta culto ao diabo. Que tudo redunde em graça a vosso favor, pois bem o mereceis. Vós me confortastes de toda maneira e Jesus Cristo a vós. As provas de carinho me seguiram, presente estivesse eu ou ausente. Que Deus seja a paga, por cujo amor tudo suportais, pelo que também haveis de chegar a possuí-l’O.

Fonte: Santo Inácio de Antioquia, Carta aos esmirnenses, §§ 8 e 9, circa 100 d.C.

A Santíssima Trindade

Ao pensarmos na Santíssima Trindade, temos que estar em guarda contra um erro: não pensar em Deus Pai como aquele que “vem primeiro”, em Deus Filho como aquele que vem depois, e em Deus Espírito Santo como aquele que vem ainda um pouco mais tarde. Os três são igualmente eternos porque possuem a mesma natureza divina; o Verbo de Deus e o Amor de Deus são tão sem tempo como a Natureza de Deus. E Deus Filho e Deus Espírito Santo não estão subordinados ao Pai de modo algum; nenhuma das Pessoas é mais poderosa, mais sábia, maior que as demais. As três têm igual perfeição infinita, igualmente baseada na única natureza divina que as três possuem.

Toda a economia divina é obra comum das três Pessoas divinas, pois da mesma fora que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também não tem senão uma única e mesma operação. (CIC § 258)

Não obstante, atribuímos a cada Pessoa divina certas “obras”, certas atividades que manifestam ou refletem melhor as propriedades desta ou daquela Pessoa divina. Por exemplo, atribuímos a Deus Pai a obra da Criação, já que pensamos nEle como o “gerador”, o instigador, o motor de todas as coisas, a sede do infinito poder que Deus possui.

Do mesmo modo, como Deus Filho é o Conhecimento ou a Sabedoria do Pai, atribuímos-lhe as obras de sabedoria; foi Ele que veio à terra para nos dar a conhecer a verdade e transpor o abismo entre Deus e o homem.

Finalmente, sendo o Espírito Santo o amor infinito, apropriamos-lhe as obras de amor, especialmente a santificação das almas, que resulta da habitação do Amor de Deus em nossa alma.

Deus Pai é o Criador, Deus Filho o Redentor, Deus Espírito Santo é o Santificador. E, não obstante, o que Um faz, Todos o fazem; onde Um está, estão os Três.

Este é o mistério da Santíssima Trindade: a infinita variedade na unidade absoluta, cuja beleza nos inundará no céu.

Texto: A Fé explicada, de Leo J. Trese.

São Domingos Sávio

 

Domingos Sávio nasceu perto de Turim, em Itália, no ano de 1842; estudou na aldeia e mais tarde foi um dos primeiros a ser acolhido por Dom Bosco no seu Oratório. Estes centros de santificação dos jovens eram um lugar nos arredores de Turim onde assistiam os jovens como escola do primeiro grau; orientação profissional; trabalho e tudo proporcionando o crescimento espiritual e a salvação das almas.

São Domingos Sávio era um jovem comum, mas que interiorizou tão bem a espiritualidade salesiana no seu dia a dia que a sua alegria de menino nunca desapareceu, apenas foi purificada de todo e qualquer pecado. O Santo de hoje amava demais a Eucaristia e sua mãe, Nossa Senhora. Um dos lemas por ele vivido era: “Antes morrer do que pecar!!!”

Domingos Sávio interiormente amadureceu muito com a vida e sofrimentos que enfrentou em segredo, até contrair uma grave doença e com apenas 15 anos entrar para o Céu em 1857.

Texto: Evangelho Cotidiano.

Sexta-feira, dia de penitência

Tende piedade, Senhor, pois pecamos contra Vós!

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina nestas palavras sobre o verdadeiro sentido das penitências:

Como já acontecia com os profetas, o apelo de Jesus à conversão e à penitência não visa primariamente as obras exteriores, «o saco e a cinza», os jejuns e as mortificações, mas a conversão do coração, a penitência interior: Sem ela, as obras de penitência são estéreis e enganadoras; pelo contrário, a conversão interior impele à expressão dessa atitude com sinais visíveis, gestos e obras de penitência. (Cf. Jl 2, 12-13: Is 1,16-17: Mt 6, 1-8.16-18) (CIC § 1430)

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