“Se Deus quiser!”

Na oração do Pai-Nosso dizemos “seja feita a Vossa vontade”, mas será que sempre nos dispomos a viver essas palavras?

Às vezes podemos nos pegar falando uma grande besteira, capaz de expressar a nossa total mesquinhez e egoísmo: “Se Deus quiser eu (…)”; “Deus queira que eu (…)”.

Nunca iremos dobrar a vontade de nosso Pai. Em nosso mundinho, imaginamos que tudo que nos brota da vontade e nos desejos será bom para nós; entretanto, não enxergamos a graça que é escutarmos e cumprirmos a vontade do Pai. Nada que seja material (meras criaturas de Deus) conseguirá suprir nossa ânsia pelas coisas celestes. Para sermos realmente realizados, só nos basta submetermos nossa vontade à de Deus.

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Carta de São João da Cruz a um carmelita descalço, seu filho espiritual

Um contraste entre fé e sentidos na busca da santidade

Esta direção espiritual de São João da Cruz nos é de muita valia se, ao perseverarmos nas práticas de piedade, não sentimos nada (nem um arrepio, frio na barriga, ou êxtase sequer), ou também se, enebriados pelos sentidos, sempre estamos a sentir alguma coisa, que nos mascara a devida piedade às coisas celestes; isto é, se estamos sempre a tentar encontrar a resposta de Deus às nossas orações através de nosso mundo sensível. São João da Cruz indica-nos o verdadeiro caminho, através de uma fé cega, “vazia e desapropriada de todo bocado de apetite”. Medite esta epístola como se fosse você mesmo o destinatário. Continue Lendo “Carta de São João da Cruz a um carmelita descalço, seu filho espiritual”

Oração à Bem-Aventurada Dulce dos Pobre

Senhor nosso Deus, lembrados de vossa filha, a Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, cujo coração ardia de amor por vós e pelos irmãos, particularmente os pobres e excluídos, nós vos pedimos: dai-nos idêntico amor pelos necessitados; renovai nossa fé e nossa esperança e concedei-nos, a exemplo desta vossa filha, viver como irmãos, buscando diariamente a santidade, para sermos autênticos discípulos missionários de vosso filho Jesus. Amém.

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Homilia do Papa Francisco na Solenidade de Pentecostes

O Espírito liberta os espíritos paralisados pelo medo. Vence as resistências. A quem se contenta com meias medidas, propõe ímpetos de doação. Dilata os corações mesquinhos. Impele ao serviço quem se desleixa na comodidade. Faz caminhar quem sente ter chegado. Faz sonhar quem sofre de tibieza. Esta é a mudança do coração. Muitos prometem estações de mudança, novos começos, renovações portentosas, mas a experiência ensina que nenhuma tentativa terrena de mudar as coisas satisfaz plenamente o coração do homem. A mudança do Espírito é diferente: não revoluciona a vida ao nosso redor, mas muda o nosso coração; não nos livra dum momento para o outro dos problemas, mas liberta-nos dentro para os enfrentar; não nos dá tudo imediatamente, mas faz-nos caminhar confiantes, sem nos deixar jamais cansar da vida. O Espírito mantém jovem o coração, uma renovada juventude. A juventude, apesar de todas as tentativas para a prolongar, mais cedo ou mais tarde passa; ao contrário, é o Espírito que impede o único envelhecimento maléfico: o interior. E como faz? Renovando o coração, transformando-o de pecador em perdoado. Esta é a grande mudança: de culpados que éramos, faz-nos justos e assim tudo muda, porque, de escravos do pecado, tornamo-nos livres; de servos, filhos; de descartados, preciosos; de desanimados, esperançosos. Deste modo, o Espírito Santo faz renascer a alegria, assim faz florescer no coração a paz.

Quando a vida das nossas comunidades atravessa períodos de «lassidão», em que se prefere a comodidade doméstica à vida nova de Deus, é um mau sinal. Quer dizer que se busca abrigo do vento do Espírito. Quando se vive para a autoconservação e não se vai ao encontro dos distantes, não é um bom sinal. […] O Espírito lembra à Igreja que, não obstante os seus séculos de história, é sempre uma jovem de vinte anos, a Noiva jovem por quem está perdidamente apaixonado o Senhor. Não nos cansemos, então, de convidar o Espírito para os nossos ambientes, de O invocar antes das nossas atividades: «Vinde, Espírito Santo!»

Trecho da homilia da Solenidade de Pentecostes realizada pelo Papa Francisco no dia 20 de maio de 2018.
Leia a homilia na íntegra.

50 anos de Humanae Vitae

Em 25 de julho de 1968, mais uma vez a Igreja pôs-se contra a sociedade hedonista, através da publicação da encíclica Humanae Vitae do Beato Papa Paulo VI, sobre o controle da natalidade.

Como verdadeiros católicos, não devemos negligenciar a nossa obrigação de estudar (e sobretudo cumprirmos!) a doutrina contida nesta Encíclica. O próprio Papa exorta à observação desses preceitos, e evoca a autoridade da Igreja para guiar-nos, como verdadeira mãe, que aponta os nossos erros para não nos afastarmos de Deus:

[…] A Igreja, de fato, não pode adotar para com os homens uma atitude diferente da do Redentor: conhece as suas fraquezas, tem compaixão das multidões, acolhe os pecadores, mas não pode renunciar a ensinar a lei que na realidade é própria de uma vida humana, restituída à sua verdade originária e conduzida pelo Espírito de Deus. (HV, § 20)

Que todos os católicos possam assimilar os ensinamentos contidos neste documento e viver com alegria a moral católica, e que através da verdadeira defesa da dignidade humana sejamos evangelhos vivos a serem seguidos por todos.

Beato Papa Paulo VI, rogai por nós!
São Tiago, rogai por nós!
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!

Leia a Encíclica Humanae Vitae na íntegra.
Imagem: Jornal Folha de São Paulo, de 5 de maio de 1970, página 14. Imagem completa.